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Envelhecimento da população avança em MS e idosos já somam 10,1% do total

A pesquisa feita pelo IBGE também mostra as características gerais dos domicílios e dos moradores em 2025

Envelhecimento da população avança em MS e idosos já somam 10,1% do total - Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A população de Mato Grosso do Sul está envelhecendo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números revelam uma clara tendência de envelhecimento não só no estado, mas também no país.

  • Em 2025, os idosos com 65 anos ou mais passaram a representar 10,1% da população total do estado, avanço significativo em relação aos 7,0% registrados em 2012.

O levantamento aponta uma mudança clara na estrutura etária. Em pouco mais de uma década, a parcela de pessoas com menos de 30 anos caiu de 52,2% para 43,5%.

Já o grupo com 30 anos ou mais cresceu de 47,8% para 56,5%, evidenciando o processo de envelhecimento populacional.

A pesquisa também revela diferenças no perfil etário entre homens e mulheres. Até os 29 anos, há maior presença masculina.

  • A partir dos 30, as mulheres passam a ser maioria, reflexo da maior mortalidade masculina ao longo da vida. Entre pessoas com 60 anos ou mais, há 86,4 homens para cada 100 mulheres.

Ao todo, Mato Grosso do Sul contabiliza 1,071 milhão de domicílios.

A distribuição por sexo mostra equilíbrio: mulheres representam 50,5% da população, enquanto os homens somam 49,5%.

Em 2012, o cenário era inverso, com leve predominância masculina.

População preta e parda cresce no Estado

Em relação à cor ou raça, 55,4% dos moradores de Mato Grosso do Sul se declaram pretos ou pardos, enquanto 42,7% se identificam como brancos.

>>O estado ocupa a 23ª posição no ranking nacional.

Desde 2012, houve aumento de 4,5 pontos percentuais na população que se autodeclara preta ou parda.

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Mais pessoas morando sozinhas

Outro destaque da PNADC é o crescimento dos domicílios unipessoais. Em 2025, 20,1% das residências são ocupadas por apenas uma pessoa, o maior índice da série histórica. Em 2012, esse percentual era de 14,2%.

>>O modelo familiar mais comum ainda é o nuclear, que reúne casais com ou sem filhos, representando 66,2% dos domicílios, embora em queda frente aos 69% registrados em 2012.

Entre as pessoas que vivem sozinhas, o maior grupo é formado por homens de 30 a 59 anos (32,6%). Já entre as mulheres, predominam aquelas com 60 anos ou mais, que correspondem a 55% das que moram sozinhas.

Aluguel cresce e imóveis quitados diminuem

O estudo também aponta mudanças nas condições de moradia. Em 2025, 51,7% dos imóveis eram próprios e quitados, percentual inferior ao registrado em anos anteriores.

>>Já os domicílios alugados chegaram a 27,2%, com crescimento de 8,1% apenas entre 2024 e 2025.

No período de 2016 a 2025, o número de imóveis alugados aumentou 66,9%, passando de 175 mil para 292 mil unidades.

Infraestrutura e bens duráveis avançam

A pesquisa mostra avanços nas condições habitacionais. Cerca de 91,2% das residências possuem paredes de alvenaria com revestimento.

No preparo de alimentos, o gás ainda predomina (98,2%), mas o uso de energia elétrica cresceu 89,8% em dez anos.

  • O acesso à água encanada atinge 92% dos domicílios, colocando o estado na 4ª posição nacional.

Em relação a bens, 60,2% das residências possuem carro, 34,3% motocicleta e 21,5% ambos.

Além disso, 99,2% dos lares contam com geladeira e 86,1% possuem máquina de lavar, índice que cresceu significativamente desde 2016.

Documentação de imóveis tem leve recuo no ranking

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Por fim, 91,9% dos domicílios possuem documentação que comprova a propriedade.

>>Apesar do alto índice, Mato Grosso do Sul caiu da 4ª para a 7ª posição no ranking nacional entre 2024 e 2025.

Os dados reforçam mudanças demográficas, sociais e econômicas no estado, com destaque para o envelhecimento populacional, a diversificação dos arranjos familiares e a transformação nas condições de moradia.

Welyson Lucaswww.correiodoestado.com.br

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