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SUS passa a oferecer proteção contra VSR a prematuros

Anticorpo monoclonal começa a ser aplicado em recém-nascidos de risco para reduzir internações e quadros graves causados por vírus respiratório comum

Ministério da Saúde vai adotar o anticorpo nirsevimabe para bebês prematuros e crianças de até 2 anos nascidas com comorbidades. Foto: Reprodução

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O Sistema Único de Saúde  começou a disponibilizar uma nova forma de prevenção para bebês mais vulneráveis a complicações respiratórias.

A partir deste mês, crianças nascidas antes do tempo esperado e aquelas com condições clínicas específicas já podem receber o nirsevimabe, medicamento que ajuda a evitar infecções graves provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pelos quadros de bronquiolite.

  • O anúncio da ampliação da proteção ocorre um dia após outra importante novidade na área da saúde pública divulgada dia 29, quando foi apresentada uma cirurgia de destaque no país.

Agora, o foco se volta à prevenção de doenças respiratórias que sobrecarregam hospitais, especialmente nos períodos de maior circulação viral.

Bebê prematuro. Reprodução: Youtube

Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal. Isso significa que ele não depende da resposta do organismo do bebê para produzir defesa ao longo do tempo.

A proteção é imediata após a aplicação, o que é essencial para crianças com maior risco de desenvolver formas graves da infecção.

  • Estão entre os grupos contemplados os bebês que nasceram com menos de 37 semanas de gestação.

Também entram na lista crianças de até 2 anos com problemas de saúde que aumentam a chance de complicações, como doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatias congênitas, alterações estruturais nas vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunossupressão grave e síndrome de Down.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil doses já foram distribuídas aos estados.

A estratégia se soma à imunização de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, já oferecida na rede pública, que contribui para a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

  • O VSR é um dos vírus respiratórios mais comuns na infância e responde por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças pequenas.
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Embora muitas infecções sejam leves, bebês muito novos ou com condições médicas pré-existentes podem evoluir com dificuldade respiratória intensa, necessidade de oxigênio e internação hospitalar.

Dados de vigilância epidemiológica mostram o peso da doença no país. Até 22 de novembro de 2025, foram registrados 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados ao VSR.

Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, o equivalente a 82,5% das ocorrências nessa faixa etária.

  • Não existe um remédio específico capaz de eliminar o vírus após a infecção instalada. Por isso, o cuidado médico costuma ser voltado ao alívio dos sintomas e à manutenção das funções vitais.

O tratamento inclui suporte clínico, oferta de oxigênio quando necessária, hidratação adequada e, em alguns casos, uso de broncodilatadores para melhorar a passagem de ar nos pulmões, principalmente quando há chiado no peito.

Com a introdução do anticorpo na rede pública, a expectativa das autoridades sanitárias é reduzir internações, complicações e mortes entre os bebês mais frágeis.

A medida também deve ajudar a aliviar a pressão sobre leitos pediátricos, especialmente durante o outono e o inverno, quando as infecções respiratórias costumam aumentar.

Arthur Felipe Farias/Ig

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