Mato Grosso do Sul vai precisar ampliar a área de cultivo de soja em pelo menos 770 mil hectares, o equivalente a quase o tamanho de Campo Grande (808,2 mil hectares), até 2035, somente para atender ao crescimento previsto da demanda da oleaginosa para a produção de biodiesel.
A projeção é de um estudo técnico da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), com base no incremento previsto da mistura de biodiesel ao diesel na Lei do Combustível do Futuro.
- Segundo a lei, a mistura deve passar dos atuais 15% para até 24%, se houver viabilidade técnica, até 2035.
Como, no país, 70% do biodiesel tem como origem o óleo de soja, conforme a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), isso vai impulsionar a produção do grão.
O estudo da Aprosoja/MS considerou que, para manter sua participação atual na produção nacional, de 8%, o estado deve ampliar a área cultivada com soja destinada à fabricação do biocombustível, de 1,078 milhão de hectares para 1,848 milhão de hectares.
Essa expansão de área não considera outras destinações da soja, como exportação do grão, produção de farelo para ração animal ou uso na indústria alimentícia.
- Com a ampliação, a demanda da oleaginosa para biodiesel deve saltar de 3,45 milhões de toneladas, em 2025, para 5,92 milhões em 2035.
Esse avanço tende a impulsionar o processamento da soja no estado, com a capacidade passando de 15,5 mil para 18 mil toneladas por dia.
|“O aumento do consumo de matéria-prima pelas indústrias pode estimular investimentos em capacidade de esmagamento, infraestrutura logística e armazenagem, além de ampliar as alternativas de comercialização para os produtores rurais”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.
Anderson Viegas/Campo Grande News



