A insulina é o hormônio que ajuda a controlar o açúcar no sangue. Quando o corpo deixa de responder bem a ela, surge a chamada resistência à insulina.
Para compensar, o organismo passa a produzir mais do hormônio.
- Esse quadro é conhecido por aumentar o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, renais e hepáticas.
Mas, um estudo publicado nesta segunda-feira (16/2) na revista Nature Communications indica que os efeitos podem ir além: a condição também pode estar associada a maior risco de 6 tipos de câncer.
- Durante o período de acompanhamento, foram registrados 51.193 casos de câncer entre os participantes.
Quando todos os tipos de câncer foram analisados juntos, a resistência à insulina não aumentou o risco total.
No entanto, ao avaliar os tumores separadamente, os pesquisadores encontraram associação com pelo menos seis tipos:
Quais cânceres tiveram maior associação
- Câncer de útero (risco mais que dobrado).
- Câncer no rim.
- Câncer no esôfago.
- Câncer no pâncreas.
- Câncer no cólon .
- Câncer de mama.
A relação foi observada mesmo em pessoas que não tinham diagnóstico de diabetes.
Por que isso pode acontecer?
Níveis elevados de insulina no sangue podem estimular o crescimento celular.
Além disso, a resistência à insulina costuma estar ligada a inflamação crônica e alterações hormonais, fatores que podem favorecer o desenvolvimento de tumores.
Os autores destacam que o estudo mostra uma associação — não uma relação direta de causa e efeito.
Os resultados sugerem que a resistência à insulina pode ser um fator de risco independente para alguns tipos de câncer, e não apenas uma consequência da obesidade ou da diabetes.
Na prática, isso reforça a importância de cuidar da saúde metabólica.
Controlar o peso, manter atividade física regular e acompanhar exames de glicose podem ter impacto não só na prevenção da diabetes, mas também na redução do risco de certos tumores.
Izabella França/Metrópoles



