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Anvisa endurece regras para canetas emagrecedoras no Brasil

Agência reforçará fiscalização sobre farmácias de manipulação

A decisão foi motivada pelo crescimento da importação e da manipulação de medicamentos à base de GLP-1. © Reuters/George Frey/proibida reprodução

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), novas medidas para coibir irregularidades no uso das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil. 

Entre as ações estão o endurecimento das regras para concessão de autorizações de funcionamento de farmácias de manipulação, além do reforço na fiscalização, inclusive com a possibilidade de interdição de locais com risco sanitário.

  • A decisão foi motivada pelo crescimento da importação e da manipulação de medicamentos à base de GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, amplamente utilizados no tratamento de diabetes e também para perda de peso.

A Anvisa identificou que parte das farmácias tem ultrapassado os limites permitidos e operado como fabricantes de produtos injetáveis, o que é proibido por lei.

Discrepância

Um dos pontos de alerta foi a discrepância entre a quantidade de insumos importados e a demanda real no país.

  • Apenas no segundo semestre de 2025, foram importados 130 kg de matéria-prima, o suficiente para produzir cerca de 25 milhões de doses, número considerado incompatível com o mercado nacional.

Diante desse cenário, a agência decidiu reforçar a fiscalização sobre farmácias de manipulação e empresas importadoras de insumos, como explica o presidente da Anvisa, Leandro Safatle:

|“Só este ano, a gente já fez 11 inspeções. Isso é mais que todo o ano de 2025 […]. Dessas 11 inspeções, oito empresas já foram interditadas: sete farmácias de manipulação e uma importadora. A gente está falando aqui de mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis apreendidos”.

Desde o início do ano, a Anvisa já proibiu a importação, a venda e o uso de pelo menos dez produtos irregulares e determinou a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, além de barrar a comercialização de itens sem registro e intensificar o combate a produtos ilegais no país.

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A agência também vai ampliar a atuação conjunta com vigilâncias estaduais, municipais e organismos internacionais, além de criar um grupo de trabalho com entidades médicas para reforçar o controle no setor.

Pedro Lacerda/Rádio Nacional-Brasília

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