A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o reajuste médio de 12,11% para consumidores de energia em Mato Grosso do Sul na manhã desta quarta-feira (22), durante a 8ª RPO (Reunião Pública Ordinária) da agência, transmitida pela internet.
Conforme a decisão, o aumento na conta será de 12,39% para consumidores de alta tensão de energia e de 11,89% para clientes de baixa tensão, que corresponde aos consumidores residenciais.
|“Neste momento, a Aneel cumpre com seu papel de cumprir contratos conforme regras aprovadas e discutidas”, disse Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel, ao comunicar o aumento.
Ainda durante a discussão sobre o reajuste, a relatora da resolução destacou falas do Concen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS) sobre a “falta de políticas públicas mais estruturais que visassem reduzir os componentes do reajuste”.
Na última semana, o Conselho expressou preocupação com o tamanho do reajuste tarifário anual de 2026.
- Para o Concen-MS, o principal fator de pressão sobre as tarifas está relacionado aos encargos setoriais, que acabam pressionando o reajuste na conta ao consumidor final.
Na reunião, o aumento foi aprovado com uso de diferimento tarifário, mecanismo previsto pela regulação que permite suavizar o impacto imediato do reajuste.
Assim, a medida reduziu o índice médio em cerca de 0,80 ponto percentual, passando de aproximadamente 12,91% para 12,11%.
Em resumo e sem considerar o diferimento, o reajuste na conta de energia em Mato Grosso do Sul passou de +1,39% em 2025 para +12,93% em 2026.
O que diz a Energisa
A Energisa se manifestou sobre o reajuste por meio de nota. Confira:
|“O reajuste anual da Energisa Mato Grosso do Sul foi homologado pela Aneel, quarta-feira, 22/04, conforme regulação vigente. Com objetivo de contribuir para a modicidade tarifária, a distribuidora apresentou diferimento de R$ 21 milhões com utilização de recursos próprios para reduzir o impacto imediato do reajuste para a população. Destaca-se que a parcela da tarifa que cabe à distribuidora é negativa (-1,68%), possibilitando uma redução para o consumidor. As novas tarifas passam a valer a partir de 23/04”.
Liana Feitosa/Midiamax News



