Para cruzar o estado e passar pelas nove praças de pedágio da BR-163, um caminhão da empresa que o Dorival trabalha gasta, em média, 700 reais.
Com esse valor, se fosse abastecer, ele consegue rodar 250 km.
“Isso acaba sendo, é um diferencial que você tem que prestar muita atenção quando você vai negociar seus fretes, porque representa um valor alto e isso pode impactar diretamente nos seus custos”.
Dorival Oliveira, diretor de administração transportadora
- Enfrentar altos custos com pedágio é uma realidade de quem trabalha com transporte de carga.
“A gente gasta aí por cada viagem R$ 2MIL e poucos de pedágio. Aí indo para São Paulo, voltando aqui para Campo Grande, né?”.
Isidoro Martins, caminhoneiro
Em 2025, a concessionária que administra a BR-163 em Mato Grosso do Sul arrecadou mais de R$ 442 milhões de reais, 93% por cento a mais em comparação com 2024, que houve arrecadação de R$ 229,2 milhões, conforme um relatório divulgado pela própria concessionária.
Os valores foram reajustados em 5,53% em junho de 2025. No momento, os preços variam de R$ 6,50 até R$ 10.
- A concessionária que administra a rodovia afirma que o aumento está relacionado ao novo contrato de concessão firmado em agosto de 2025.
Em nota, a Motiva Pantanal explicou que um termo aditivo permite reconhecer parcela maior das receitas que antes eram chamadas de excedente tarifário.
Segundo a empresa, o ganho real cresceu 1,2%, por causa do aumento do pedágio.
Sobre os investimentos para quem usa a rodovia, a Agência Nacional de Transportes (ANTT) afirmou que a concessionária destinou R$ 500 milhões de reais para intervenções imediatas, com restauração de pavimento e duplicação de 5 km em trechos prioritários.
- Para 2026, segundo a empresa, estão previstos investimentos de R$ 1, 107 bilhão em novas faixas adicionais.
Mesmo com as obras de duplicação, motoristas que pagam para circular pela BR-163, reclamam das condições da estrutura no estado.
“Eu acho que a rodovia ainda falta alguma coisa. Agora estão querendo mexer, né? Mas desde o tempo que tem o pedágio parece que é a mesma pista de antigamente, né?”.
Isidoro Martins, caminhoneiro

- Obras em andamento na BR-163. (Foto: TV Morena)
Diogo Nolasco | Augusto Castro/Redação PP



