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Com 4,2 mil casos, 16 cidades de Mato Grosso do Sul enfrentam epidemia de chikungunya

O Estado acumula sete mortes pela doença, com incidência 11 vezes maior que a média nacional

Mutirão contra a chikungunya na reserva de Dourados. (Reprodução, Prefeitura de Dourados)

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Segundo dados do Ministério da Saúde, 16 municípios de Mato Grosso do Sul enfrentam epidemia de chikungunya.

O Estado acumula 4.214 casos prováveis da doença, além de sete mortes confirmadas e três óbitos em investigação.

  • No dia 31 de março, eram 14 cidades nesta situação.

Ou seja, em dez dias, mais dois municípios entraram na faixa de epidemia, com incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes.

Apenas Antônio João, Água Clara e Figueirão reduziram os casos ponto de sair do limite epidêmico.

Por outro lado, Douradina, Dourados, Itaporã, Costa Rica e Angélica registraram alta na circulação do vírus chikungunya e a situação desses municípios passou a ser considerada epidemia.

Bebê com chikungunya. (Imagem Ilustrativa)

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus chikungunya também pode causar doença neuroinvasiva, que é caracterizada por agravos neurológicos, como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.

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Segundo o Ministério da Saúde, mais de 50% das pessoas que contraem a doença seguem com os sintomas por anos.

Óbitos são recorrentes nos grupos de risco, que são pessoas em extremos de idade, como bebês e idosos.

Sintomas:
  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Dores intensas nas articulações;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Dor nas costas;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Náuseas e vômitos;
  • Inchaço nas articulações;
  • Coceira na pele, que pode ser generalizada ou localizada nas palmas das mãos e solas dos pés;
  • Diarreia e/ou dor abdominal;
  • Dor de garganta;
  • Calafrios.

A doença começa na fase aguda, que dura de 5 a 14 dias, e é caracterizada pela febre e pelas dores nas articulações.

  • De 15 dias a três meses, ocorre a fase pós-aguda.

Se os sintomas persistirem, o Ministério da Saúde considera que a fase crônica já está instalada. 

Mais da metade dos acometidos por chikungunya sofre com a dor nas articulações, que pode persistir por anos.

Como me proteger?

Aedes aegypti, transmissor da dengue. (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax)

Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:

  • Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água;
  • Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo;
  • Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso;
  • Coloque areia nos pratos de vasos de planta;
  • Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias;
  • Amarre bem os sacos de lixo;
  • Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados;
  • Não acumule sucata e entulho;
  • Limpe bem as calhas de casa e as lajes;
  • Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;
  • Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira;
  • Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras;
  • Mantenha em dia a manutenção das piscinas.

Murilo Medeiros/Midiamax News

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