Mato Grosso do Sul reforça, ao longo de 2026, as ações de enfrentamento à hanseníase por meio da campanha “Janeiro a Janeiro: Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”.
O objetivo é ampliar o diagnóstico precoce, melhorar o acompanhamento de pacientes e fortalecer a rede pública de saúde.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e busca também conscientizar a população, combater o preconceito e orientar sobre a importância do tratamento adequado.
- Um dos focos principais é o monitoramento de pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados, especialmente crianças e adolescentes.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, identificar a doença logo no início é fundamental para evitar complicações. O tratamento correto interrompe a transmissão e previne sequelas físicas.
A hanseníase tem cura e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Brasil, o país ainda registra altos números da doença e ocupa a segunda posição mundial em novos casos.
- Em Mato Grosso do Sul, entre 2021 e 2025, quase dois mil casos foram notificados, com aumento recente nos registros, o que reforça a necessidade de intensificar as ações de prevenção e vigilância.
Para enfrentar esse cenário, o Estado tem ampliado a capacitação de profissionais da saúde nos municípios.
Estão previstas formações sobre identificação de sinais da doença, avaliação neurológica e testagem de contatos, com apoio da plataforma Telessaúde.
As atividades fazem parte da mobilização do Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, e antecedem o Dia Mundial de Enfrentamento da Doença, celebrado em 25 de janeiro.
- Mato Grosso do Sul também participa de ações nacionais de alinhamento técnico com outros estados.
A hanseníase é uma doença infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos. Manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamentos e dormência podem ser sinais de alerta.
Ao perceber qualquer sintoma, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação e início do tratamento.
Viviane Freitas/Capital News



