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Fim da escala 6×1 teria custo de menos de 1% para grandes setores

Setor de serviço pode precisar de mais tempo para transição, diz Ipea

Valter Campanato/Agência Brasil

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A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas. As conclusões estão em um estudo do Ipea, divulgado nesta terça-feira (10).

Segundo os pesquisadores, o impacto do fim da escala 6×1 pode ser absorvido pelo mercado de trabalho.

  • Eles lembraram de reajustes históricos do salário-mínimo, como os de 12% em 2001 e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.

A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, explica o pesquisador Felipe Pateo.

|“Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário.”

Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação.

  • Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada.

O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo.

Ato em defesa do fim da jornada 6×1, realizado na Rodoviária do Plano Piloto – Valter Campanato/Agência Brasil

|“Então, a gente vê que  esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo.”

  • O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades.

|“Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas.”

Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44h recebem, em média, menos da metade.

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Gabriel Brum/Rádio Nacional-Brasília

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