Em março de 2026, os preços da soja e do milho registraram queda em Mato Grosso do Sul, frente ao mesmo mês do ano passado.
Os dados divulgados nesta quinta-feira (9) no boletins de Comercialização e Preços da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), apontam para uma redução no ritmo das vendas.
- A cotação do milho disponível foi de R$ 53,07 por saca, queda de cerca de 23% em comparação com março de 2025, quando o cereal era vendido a R$ 65,27.
Já o preço futuro do milho ficou em R$ 51,89 por saca, representando recuo aproximado de 10% na comparação anual.
Até março deste ano, a comercialização da safra 2024/2025 alcançou 93%, com preço médio ponderado de R$ 51,96 por saca.
Já a safra 2025/2026 apresenta vendas antecipadas mais cautelosas: 15,5% da produção havia sido comercializada até o período, com preço médio de R$ 51,17 por saca.
|“O Irã foi o principal comprador de milho de Mato Grosso do Sul em 2025. Com o redirecionamento do cereal sul-mato-grossense, a comercialização fica mais lenta, com maior oferta no mercado, o que pressiona os preços”, afirma o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.
Preço da soja
No caso da soja, o preço médio disponível no estado foi de R$ 111,06 por saca em março, valor 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o grão era comercializado a R$ 116,48.
- Já o preço médio futuro ficou em R$ 121,52 por saca, cerca de 2% abaixo do observado no ano anterior.
A comercialização da safra 2024/2025 foi concluída em março, com preço médio ponderado de R$ 119,56 por saca.
|“Além do aumento da oferta de soja nesta safra em relação à anterior, há também o efeito da guerra do Irã, que influencia a cotação internacional por meio do dólar e, principalmente, do preço do petróleo. Esses fatores têm provocado maior volatilidade no mercado da soja”, explicou o analista.

- Produtores reduzem vendas diante de cotações mais baixas. (Foto: CNA)
Para a safra 2025/2026, o ritmo de vendas segue mais lento em relação a anos anteriores.
Até março, 41,5% da produção havia sido comercializada, com preço médio ponderado de R$ 114,51 por saca.
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Thauana Luares/Redação PP



