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Estatuto do Aprendiz é aprovado e amplia vagas para jovens no mercado de trabalho

A proposta tem como foco ampliar o acesso ao primeiro emprego e pode gerar até 1 milhão de novas vagas no país.

Câmara aprova novas regras para a contratação de menor aprendiz. – Foto: Liniker Ribeiro/ Primeira Página

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A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Estatuto do Aprendiz, com novas regras para a contratação de jovens de 14 a 24 anos. 

A proposta tem como foco ampliar o acesso ao primeiro emprego e pode gerar até 1 milhão de novas vagas no país.

  • Pelo texto, a contratação de aprendizes continua obrigatória para empresas de médio e grande porte, que devem manter entre 5% e 15% do quadro de funcionários nessa modalidade, conforme já prevê a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O descumprimento pode resultar em multa.

A medida também abre espaço para que órgãos públicos passem a contratar jovens aprendizes, o que, segundo a relatora do projeto, deputada Flávia Morais (PDT-GO), deve impulsionar significativamente a oferta de oportunidades para quem busca iniciar a carreira profissional.

Por outro lado, a contratação será opcional para microempresas, empresas de pequeno porte, produtores rurais pessoas físicas e empresas de telemarketing que já tenham grande número de jovens empregados. Negócios com até sete funcionários também ficam desobrigados.

  • O texto estabelece que os contratos de aprendizagem terão duração de até dois anos, podendo chegar a três anos em casos específicos, como quando o jovem estiver matriculado em curso técnico.

Para pessoas com deficiência, não há limite máximo de tempo.

Além da experiência prática, o Estatuto reforça a formação dos jovens: pelo menos 20% da carga horária deve ser destinada a atividades teóricas.

Os aprendizes também têm direitos garantidos, como vale-transporte, férias alinhadas ao calendário escolar e estabilidade para gestantes.

  • Outro ponto previsto é a possibilidade de empresas substituírem a contratação por contribuição ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), caso comprovem inviabilidade de cumprir a cota.

O valor corresponde à metade da multa prevista por vaga não preenchida.

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Durante a votação, parlamentares da oposição levantaram questionamentos sobre a aplicação das regras em setores específicos, como segurança armada, transporte e atividades consideradas insalubres.

Já a relatora defendeu que o projeto traz mais segurança jurídica para empresas e amplia o acesso dos jovens ao mercado de trabalho.

A proposta agora segue para análise do Senado.

Lidiane Moraes/Redação PP

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