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Projeto-piloto criado em Mato Grosso do Sul acelera processos de inventário

Foi implementado o Cartório de Sucessões, que, na prática, concentra todo o trabalho

Funcionário abrindo cartório no Centro de Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

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Projeto-piloto criado pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul prevê dar mais agilidade em processos de inventário com a implementação do Cartório de Sucessões.

Agora, iniciaram-se estudos para expandir o cartório para todas as comarcas do Estado.

  • Na prática, em vez de cada defensor cuidar de todas as etapas do inventário separadamente, o projeto cria uma espécie de cartório interno para concentrar o trabalho.

Além disso, a iniciativa contribui para reduzir a sobrecarga nas unidades da Defensoria.

De acordo com o coordenador do Nufam (Núcleo de Família e Sucessões), defensor público Marcelo Marinho, o projeto teve início em julho de 2025, na Comarca de Campo Grande. Depois, no segundo semestre, o projeto se estendeu para Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

|“O projeto marca uma atuação estratégica em demandas de sucessões, com foco na uniformização de procedimentos e na agilidade do trâmite dos processos de inventário”, pontuou.

O Cartório de Sucessões registrou a distribuição de 140 petições iniciais e a realização de 1.664 manifestações processuais, até o final de novembro do ano passado.

Como funciona – O cartório funciona em dois níveis de atendimento. No primeiro, servidores das unidades da Defensoria realizam o acolhimento inicial dos assistidos, reunindo documentos e emitindo procurações e declarações de hipossuficiência.

>>Depois disso, os casos seguem para o segundo nível, com sede na Capital, onde equipes especializadas realizam atendimentos virtuais, elaboram minutas de petições iniciais e intermediárias e acompanham o andamento processual.

Ainda de acordo com o coordenador, entre as atribuições do Cartório de Sucessões estão também o processamento das guias do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) e a requisição de certidões essenciais, como a de inexistência de testamento.

|“Etapas fundamentais para a tramitação dos inventários em todo o Estado”, finalizou.

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Izabela Cavalcanti/Campo Grande News

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