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Obras da ponte da Rota Biocêanica entram na reta final para unir Brasil e Paraguai

Vão central sobre o rio tem 350 metros e faltam menos de 50 para unir os dois países, o que deve ocorrer em maio

Distância para unir os dois países é de 46 metros - Foto: Toninho Ruiz

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As obras da ponte da Rota Bioceânica entraram na reta final, faltando menos de de 50 metros para a ligação física entre Brasil e Paraguai, prevista para ocorrer no início de maio. 

Os trabalhos de construção da ponte ocorrem entre Porto Murtinho, na lado brasileiro, e Carmelo Peralta, no Paraguai.

  • Conforme última medição, realizada na última quinta-feira (2), a distância entre as extremidades brasileira e paraguaia é de apenas 46 metros.

No total, são 350 metros que compõe o vão central sobre o rio.

Nesta segunda-feira (6) pós feriadão, serão retomados os trabalhos intensivos de concretagem e avanço da estrutura no meio do rio.

Do lado brasileiro, seguem os trabalhos de montagem dos viadutos de acesso com pilares e vigas de concreto, executados pelo Consórcio PDC Fronteira.

  • Já do lado paraguaio, continuam os serviços de aterro hidráulico para o acesso de cerca de 4 km até a Ruta PY-15, a espinha dorsal da Rota Bioceânica no Chaco paraguaio.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

A ligação faz parte do corredor logístico que unirá Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Em fevereiro deste ano, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, também destacou a importância da obra para Mato Grosso do Sul.

|“Mais do que uma obra de engenharia, trata-se de um projeto estruturante para a integração regional, a competitividade logística, o comércio internacional e o desenvolvimento do Chaco paraguaio e do Centro-Oeste brasileiro”, disse Verruck em publicação no Linkedin.

Vão central tem 350 metros e faltam menos de 50 para estrutura ligar os países (Foto: Toninho Ruiz)
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Obras

Após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. 

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

  • A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:

  • US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
  • US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
  • US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
  • Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.

A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

Alça de acesso

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

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No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho.

Apesar de a ponte sobre o Rio Paraguai ter expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

Também estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte (Foto: Toninho Ruiz)

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

Glaucea Vaccari-www.correiodoestado.com.br

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