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Vídeos curtos e acelerados podem afetar a visão

Mudanças rápidas de imagem e brilho aumentam o cansaço visual, segundo oftalmologista

Vídeos curtos e acelerados podem afetar a visão. Foto: Pixabay

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O uso intenso de vídeos curtos e acelerados no celular, comuns em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, pode aumentar a sobrecarga do sistema visual e favorecer o surgimento da fadiga ocular associada ao uso de telas, condição conhecida na literatura científica como Digital Eye Strain (DES).

Segundo estudo publicado no Journal of Eye Movement Research, 30 jovens adultos foram avaliados ao longo de uma hora contínua de uso do smartphone, alternando entre leitura, vídeos de ritmo mais estável e vídeos curtos e dinâmicos.

  • De acordo com o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), os pesquisadores utilizaram ferramentas objetivas para analisar o impacto visual.

“Foram empregados métodos de rastreamento ocular, com monitoramento da frequência e do intervalo das piscadas, além das variações do diâmetro da pupila por meio de câmeras infravermelhas, permitindo avaliar o comportamento visual durante diferentes formas de consumo de conteúdo no smartphone”, explica.

Os achados indicam maior exigência visual nos formatos acelerados. “Os resultados mostram que vídeos curtos e dinâmicos estão associados a uma carga visual mais elevada quando comparados à leitura ou à visualização de vídeos com ritmo mais estável, especialmente quando o uso é contínuo”, afirma o especialista.

Segundo Sardinha, esse efeito está diretamente ligado ao funcionamento do sistema visual.

  • “Conteúdos com mudanças rápidas e sucessivas de imagens, brilho e contraste exigem adaptações constantes da pupila, da acomodação e da atenção visual”, detalha.

“Esse esforço sustentado pode reduzir a frequência das piscadas e causar instabilidade do filme lacrimal, fatores reconhecidamente associados ao desconforto ocular durante o uso prolongado de dispositivos digitais”, completa.

Na prática clínica, esse impacto já é perceptível. “Temos observado um aumento de queixas relacionadas ao uso excessivo de telas, como ardor ocular, sensação de areia nos olhos, cefaleia e dificuldade de foco”, relata o oftalmologista.

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Segundo ele, na maioria dos casos, os sintomas não indicam uma doença ocular estrutural, mas manifestações funcionais da fadiga visual digital.

Como reduzir a fadiga ocular associada ao uso do celular

Para minimizar os efeitos do uso prolongado de telas, especialistas recomendam:

  • realizar pausas regulares durante o uso do smartphone, preferencialmente a cada 20 a 30 minutos;
  • adotar a regra 20-20-20, olhando por 20 segundos para um objeto a cerca de seis metros de distância a cada 20 minutos;
  • piscar de forma consciente para manter a lubrificação adequada da superfície ocular;
  • ajustar brilho e contraste da tela para níveis confortáveis, evitando excesso de luminosidade;
  • limitar períodos contínuos de consumo de conteúdos altamente dinâmicos;
  • procurar avaliação oftalmológica caso os sintomas sejam frequentes ou persistentes.

Roberta Nuñez/Ig

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