noticias120 Doenças respiratórias podem aumentar entre crianças em MS, alerta Fiocruz

30º
Maracaju-MS Tempo nublado
ESTADUAL

Doenças respiratórias podem aumentar entre crianças em MS, alerta Fiocruz

O aumento se deve principalmente às infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na população infantil de até 2 anos

Publicada em 03/04/2025 às 21:23h - Redação

Compartilhe nas redes sociais

Doenças respiratórias podem aumentar entre crianças em MS, alerta Fiocruz
Crianças recebendo nebulização em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias  (Foto: Tony Winston / AgênciaBrasil)



O número de casos de SRAG(Síndrome Respiratória Aguda Grave) pode aumentar nos próximos dias em Mato Grosso do Sul.

A incidência da doença no estado está em nível de alerta, risco ou alto risco, conforme o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (3) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Vírus que podem agravar as doenças

Segundo o levantamento, o aumento se deve principalmente às infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na população infantil de até 2 anos.

A circulação do rinovírus em MS também deve ser responsável pela alta incidência de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos em Mato Grosso do Sul e nas demais regiões do Norte e Centro-Oeste.

Desde a semana passada, Campo Grande já sente os reflexos desse aumento. As infecções levaram à superlotação dos postos de saúde e uma enxurrada de críticas da população, devido à demora no atendimento.

Outros estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, Mato Grosso, Tocantins e Sergipe também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta ou risco, porém com sinal de estabilização ou oscilação na tendência de longo prazo.

Capitais

Além de Campo Grande, outras 12 capitais apresentam nível de incidência de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com tendência de crescimento: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Palmas (TO), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Nacional

Em 2025, já foram notificados 28.036 casos de SRAG, sendo 10.866 (38,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 12.742 (45,4%) negativos e ao menos 2.571 (9,2%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os casos positivos do ano, 6,4% foram de influenza A, 2% de influenza B, 26,3% de vírus sincicial respiratório, 29,7% de rinovírus e 32,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 7,9% de influenza A, 1,9% de influenza B, 45,2% de vírus sincicial respiratório, 34,4% de rinovírus e 14,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Quanto aos óbitos, a prevalência foi de 10,9% de influenza A, 2,1% de influenza B, 3,6% de vírus sincicial respiratório, 14% de rinovírus e 62,7% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, orienta que, diante desse cenário, é importante que qualquer pessoa com sintomas de gripe ou resfriado use uma boa máscara ao sair de casa.

“Também é essencial usar máscaras dentro dos postos de saúde, onde a gente acaba ficando mais exposto aos vírus de transmissão respiratória. Se for possível, permanecer em casa em isolamento ao apresentar sintomas é ainda melhor.”

Tatiana Portella.

Em relação à influenza, a pesquisadora informa que ainda não foi observado aumento do número de casos graves no país. Segundo o estudo, é muito provável que o crescimento ocorra nas próximas semanas em algumas regiões.

Por isso, ressalta Portella, é fundamental que todas as pessoas, principalmente as dos grupos de risco, estejam em dia com a vacina contra o vírus.

Adriano Fernandes / Redação PP










Nosso site www.mjunews.com.br
Visitas: 166173 Usuários Online: 1
Copyright (c) 2025 - www.mjunews.com.br