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População de MS elege no domingo o 11º governador

A recente história eleitoral de MS é marcada por disputas com políticos do Mato Grosso uno e embates acirrados

Publicada em 29/10/2022 às 10:58h

por Redação


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Wilson Barbosa Martins durante campanha de 1982. No canto direito, André Puccinelli, que viria a ser governador de MS por duas vezes.  (Foto: Rachid Waqued)

Neste domingo, 30 de outubro, 1.996.510 milhão de eleitores em Mato Grosso do Sul estão aptos a votar no 2º turno, em campanha histórica e acirrada. Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB) disputam a preferência da população e o vencedor será o 11º governador eleito no Estado.

Qualquer que seja o vencedor ocupará pela primeira vez o governo de MS. Caso Eduardo Riedel seja eleito, será o terceiro mandato do PSDB no Estado, já que receberá a faixa de Reinaldo Azambuja, companheiro de partido e que deixa o cargo depois de dois mandatos. Se Capitão Contar for o vencedor, será a 1º vez que o PRTB ocupa a função no Estado.

Criado por pela Lei Complementar nº 31, em 11 de outubro de 1977, Mato Grosso do Sul tem história recente na disputa eleitoral pelo governo do Estado

No período da ditadura militar, o cargo em MS era indicado pelo Presidente da República, já que, entre 1966 e 1981, a população havia perdido o direito de eleger o governador. Em 1979, com a homologação do Estado, o primeiro gestor indicado foi Harry Amorim Costa, seguido de Marcelo Miranda e Pedro Pedrossian. Entre os dois primeiros, demitidos do cargo, o Presidente da Assembleia Legislativa, Londres Machado, chegou a ocupar a cadeira no Executivo.

A nova história de MS tem forte presença de figuras históricas do antigo Mato Grosso, com forte antagonismo.

 

Foi somente em 1982 que a população no Estado recém-criado pôde ir às urnas escolher o governador. Naquele ano, o eleito foi Wilson Barbosa Martins (PMDB), com 258.192 votos. Ele venceu a disputa com José Elias Moreira (PDS), que obteve 237.144 votos.

O professor Wagner Cordeiro Chagas, mestre em História pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e estudioso da história política do Estado, chama atenção para uma curiosidade: de 1983 a 1991, os eleitos assumiam a função em março do ano seguinte à disputa, o que foi alterado somente a partir da posse de 1995.

Wilson Martins governou de 15 de março de 1983 a 5 de maio de 1986, quando pediu exoneração para concorrer ao Senado. O vice, Ramez Tebet, assumiu a função até 14 de março de 1987.

Seguindo a tendência de eleger nomes fortes da política, o próximo governador eleito também era conhecido desde o Mato Grosso uno. Marcelo Miranda Soares manteve o PMDB na administração, com 412.974 votos. O segundo colocado, Lúdio Martins Coelho (PTB), havia conquistado 243.026 votos.

O professor Wagner Chagas lembra que Soares era afilhado político de Pedrossian, mas havia rompido com o mentor ainda na época do governo militar, quando foi demitido do cargo. Eleito pelo voto direto, governou de 15 de março de 1987 a  15 de março de 1991.

Na eleição seguinte, o PMDB não conseguiu se manter no poder. Pedro Pedrossian (PTB), anteriormente indicado ao cargo pelo governo militar, venceu na disputa realizada em 1990, com 417.589 votos. O segundo colocado, Gandi Jamil (PDT), teve 217.289 votos. Jamil fazia chapa com o PMDB, em que a vice era Celina Jallad.

A disputa de 1994 marcou a volta de Wilson Barbosa Martins (PMDB) ao governo, eleito aos 77 anos, com 392.365 votos, (53,70%). Derrotou outra figura histórica da política de MS, Levy Dias (PPR), que havia conquistado 243.366 votos (33,31%).

O segundo mandato de Martins foi marcado por protestos e atrasos salariais dos servidores, conforme documentos do arquivo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Na gestão de 1983-86, foi favorecido pela democratização, mas, na segunda administração (1995-1998), enfrentou greve do setor judiciário, atraso nos salários e Estado endividado.

Martins poderia ter se candidatado à reeleição, favorecido pela mudança ocorrida em 1997, sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso. Mas optou por não disputar o cargo. As versões que circularam é que teria optado em não concorrer pela idade, 81 anos, mas também, pela possível dificuldade de se reeleger após os problemas enfrentados.

Mudança - A eleição de 1998 é marcada por fato inédito na história de Mato Grosso do Sul. Pela primeira vez, um candidato do PT assumiu a função: José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, vence o 2º turno com 548.040 votos, derrotando Ricardo Augusto Bacha (PSDB), que teve 346.466.

Em 2002, Zeca do PT concorreu à reeleição e, novamente, obteve a vitória no 2º turno. Com 581.545 votos, derrotou Marisa Serrano (PSDB) com 500.542 votos.

O PT não conseguiu se manter no Executivo. Na eleição em 2006, o candidato à sucessão, Delcídio do Amaral Gomez, conquistou 450.747 votos, mas não conseguiu bater André Puccinelli (PMDB), que venceu ainda no 1º turno, com 726.806 votos.

PT e PMDB voltaram a se enfrentar pelo governo de MS, na campanha de 2010. José Orcírio voltou a disputar, na tentativa de evitar a reeleição de Puccinelli, mas não conseguiu. O candidato do PMDB foi escolhido por 704.407 eleitores (56%). Zeca obteve 534.601 votos (42,50%).

A exemplo do que aconteceu com PT, o PMDB não conseguiu emplacar o sucessor. Em 2014, Nelson Trad Filho foi o candidato de Puccinelli, mas terminou em terceiro lugar. Neste ano, a disputa foi para o 2º turno, entre Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB). O tucano virou o jogo, com 741.516 votos (55,34%). O petista contou com 598.461 eleitores (44,66%).

Na eleição de 2018, Azambuja teve que ir ao 2º turno para garantir a eleição. Venceu com 677.310 votos (52,35%), derrotando Odilon de Oliveira, que teve 616.422 votos (47,65%).

Silvia Frias/CampoGrandeNews










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