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Pacto entre os Poderes leva enfrentamento ao feminicídio para escolas de MS

Estado já superou casos de feminicídio dos últimos dois anos com 39 mortes em 2025

Assinatura do pacto ocorreu na sede do Tribunal de Contas de MS. (Foto: TCE-MS)

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Mato Grosso do Sul registrou 39 casos de feminicídio em 2025. O número representa a segunda alta de incidências desde 2023, quando houve uma queda histórica nas mortes decorrentes de violência doméstica.

Enquanto 2022 registrou o maior índice da década, com 44 assassinatos, a letalidade contra a mulher no estado resultou em 30 casos em 2023, seguidos por 35 ocorrências em 2024.

Até o momento, o aparato estatal para frear a violência concentrou-se nas áreas operacionais e administrativas.

Exemplos incluem o aumento e a capacitação do efetivo, a integração de sistemas entre polícia e Justiça para agilizar medidas protetivas, a ampliação da rede de acolhimento em unidades policiais no interior e a definição de protocolos para tornar a atuação das forças de segurança e assistência social mais efetiva.

Agora, um pacto firmado entre representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário impõe uma nova estratégia com foco na educação.

O enfrentamento ao feminicídio será levado sistematicamente às salas de aula, visando fortalecer políticas que buscam interromper o ciclo de violência antes que agressões evoluam para assassinatos.

Portaria Conjunta e Política de Estado

Os chefes dos Três Poderes, em conjunto com o Tribunal de Contas (TCE-MS) e o Ministério Público (MPMS), assinaram nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, a Portaria Conjunta nº 001/2025.

O documento institui o Protocolo #TodosPorElas na Educação, configurando-o como uma política pública de Estado voltada para a Educação em Direitos Humanos, com perspectiva étnico-racial e de gênero.

A iniciativa busca a articulação de ações coordenadas para promover a igualdade e a proteção de grupos historicamente vulnerabilizados, como mulheres, crianças e adolescentes.

Conforme o Artigo 2º da portaria, as principais diretrizes são:

  • Implementação de política permanente: foco em educação em direitos humanos com recorte étnico-racial e de gênero;
  • Formação e material didático: desenvolvimento de conteúdos inclusivos para educadores, estudantes e comunidade escolar;
  • Rede de proteção: fortalecimento de protocolos para identificar e prevenir violência e racismo no ambiente escolar;
  • Tecnologia e inovação: fomento ao uso de ferramentas digitais para disseminar recursos de proteção e equidade;
  • Comitê Gestor: criação de um órgão colegiado permanente para elaborar o Plano de Ação e monitorar a execução do protocolo.
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O protocolo fundamenta-se em normativas nacionais e internacionais, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

O texto cita também a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre paridade de gênero e perspectiva racial.

Quanto ao aspecto financeiro, a portaria especifica que a medida não acarreta a criação de novas despesas orçamentárias.

A operacionalização ocorrerá por meio do compartilhamento de soluções e da otimização de recursos técnicos e financeiros já disponíveis entre as instituições signatárias.

Portaria-Conjunta-TodosPorElas-na-Educacao

Vinicios Araujo/Midiamax News

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