Há uma semana, a técnica de enfermagem Vilma Ramos, de 49 anos, devolveu R$ 20,5 mil em espécie, de um paciente internado em estado grave, que havia lhe confiado o valor para guardar.
O homem, de 45 anos, havia recebido o dinheiro por um trabalho, mas deu entrada no Hospital Municipal de Maracaju em estado grave, no dia 8 de janeiro.
- Vilma diz que não pode compartilhar o motivo da internação do paciente por questões éticas.
No dia da internação, o homem estava com uma sacola plástica de cor laranja, com notas de R$ 200 e R$ 100.
Ele, sabendo da gravidade do quadro, pediu à profissional para guardar ou entregar à mãe.
- “No horário do banho, ele perguntou se eu poderia guardar ou entregar para alguém da família. Tinha muito dinheiro. Avisei ao enfermeiro do setor que o paciente estava sob a minha responsabilidade. Documentamos tudo na ficha dele.”
“Ele e a mãe são bem conhecidos na cidade, então, meu chefe foi até a casa deles e entregou a ela, em mãos. Depois, ele foi transferido para outro hospital, devido à gravidade.”
Teste de honestidade
Mãe solo de quatro filhas, a técnica concilia jornada dupla de trabalho. Vilma atua no hospital há 11 anos e já passou por outro episódio semelhante na carreira, quando um paciente também deu entrada com R$ 10 mil em uma sacola.
Contudo, a nova situação vem sendo elogiada por moradores e colegas de trabalho, atribuindo valor aos princípios éticos no serviço público e mostrando que exemplos positivos ainda fazem a diferença na sociedade.
Karina Campos/Midiamax News



