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Com sete mortes, MS concentra quase metade dos óbitos por chikungunya no Brasil

MS enfrenta um cenário crítico de chikungunya com 11 cidades em epidemia e mais de 3 mil casos prováveis em 2026

Hospital de campanha foi montado em quadra de escola para atender a casos confirmados de chikungunya. (Reprodução, Prefeitura de Dourados)

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Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário crítico de chikungunya, com 11 municípios em situação de epidemia, sete mortes confirmadas e mais de 3 mil casos prováveis em 2026.

O cenário coloca o Estado como o epicentro da doença no país somente nos primeiros três meses do ano.

  • Em comparação com 2025, quando foram registradas 17 mortes, o total atual já representa 41,18% dos óbitos contabilizados em todo o ano passado, o que indica um avanço acelerado da doença.

No panorama nacional, Mato Grosso do Sul lidera em número de mortes com sete óbitos confirmados — sendo que apenas duas das vítimas apresentavam comorbidades.

Na sequência aparecem Mato Grosso e São Paulo, com dois registros cada, além de Bahia, Goiás, Rondônia e Minas Gerais, com uma morte confirmada em cada estado.

Mutirão combate chikungunya em Dourados. ( Prefeitura de Dourados)

Com o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados decretou situação de emergência em saúde pública na última sexta-feira (27).

Conforme o decisão publicada em edição suplementar do Diário Oficial do município, o decreto tem validade de 90 dias.

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Este é o segundo decreto sobre o tema em uma semana.

  • O anterior considerava a situação da chikungunya na região da Grande Dourados, enquanto o mais recente detalha as áreas afetadas dentro do município.

Na mesma data, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 900 mil para reforçar as ações de combate à doença.

O recurso será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal e deverá ser utilizado em estratégias como vigilância epidemiológica, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes de saúde.

O que é a chikungunya

Mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue. (Foto: Arquivo Midiamax)

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada.

O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros.

Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias.

  • Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.

Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves.

Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.

Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado.

Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Lethycia Anjos/Midiamax News

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