Em Mato Grosso do Sul, os registros de Chikungunya já mostram crescimento nos primeiros 48 dias de 2026.
De acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram confirmados 367 casos e 1.061 suspeitos, o que representa uma média de cerca de oito casos confirmados por dia desde o início do ano.
- Em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 481 casos prováveis, o número de suspeitas quase triplicou.
As cidades com maior incidência são Fátima do Sul, Vicentina, Sete Quedas e Jardim, todas com mais de 300 casos por 100 mil habitantes.
No estado como um todo, a taxa média é de 38,5 casos a cada 100 mil habitantes, considerada baixa.
Entre os infectados, sete grávidas testaram positivo, mas não há registro de óbitos até o momento.
- Com o Carnaval, a SES reforçou medidas de prevenção contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da Chikungunya, da dengue e da Zika.
A movimentação intensa de pessoas e o aumento de resíduos exigem atenção redobrada para o descarte correto do lixo e a eliminação de recipientes com água parada.
|“Pequenas atitudes, como não deixar copos ou latas acumularem água, podem fazer toda a diferença na proteção da saúde de todos”, alertou Jéssica Klener.
A população também deve inspecionar residências e quintais, verificando calhas, ralos, vasos, baldes, garrafas e caixas d’água, conforme reforçou Larissa Castilho.
- Mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados dentro de casa, tornando essencial a participação de cada morador no controle da doença.
A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti, com sintomas de febre, dor de cabeça e articulações. O tratamento é sintomático, incluindo ingestão de líquidos e uso de analgésicos como paracetamol ou dipirona.
O uso de anti-inflamatórios, corticosteroides e ácido acetilsalicílico não é recomendado na fase aguda da doença.
Entre as medidas de prevenção estão: evitar água parada em vasos e lajes, manter caixas d’água fechadas, cobrir garrafas e latas, manter pneus em locais cobertos, usar repelentes, realizar fumacê e adotar o método Wolbachia em programas de controle do mosquito.
Viviane Freitas/Capital News



