A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta terça-feira (23) que a conta de luz em janeiro será cobrada com bandeira verde, o que significa ausência de custo adicional para os consumidores. Com a decisão, as tarifas deixam de ter o acréscimo que vinha sendo aplicado com a bandeira amarela.
- De acordo com a Aneel, a mudança foi possível apesar de as chuvas estarem abaixo da média histórica.
Segundo a agência, houve manutenção do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas nos últimos meses, o que reduziu a necessidade de acionar usinas termelétricas em maior escala, que têm custo de geração mais elevado.
Em nota, a Aneel explicou que, em novembro e dezembro, o volume de chuvas e os níveis dos reservatórios se mantiveram estáveis em grande parte do país.
Com isso, em janeiro não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, evitando a cobrança de custos adicionais na conta de energia dos consumidores.
- O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para indicar, de forma transparente, os custos variáveis da geração de energia elétrica no SIN (Sistema Interligado Nacional).
As bandeiras sinalizam se a produção de energia está mais barata ou mais cara, refletindo diretamente no valor pago pelo consumidor final, seja em residências, comércios ou indústrias.
Com a bandeira verde, as condições de geração são consideradas favoráveis e não há acréscimo na tarifa.
Já a bandeira amarela indica condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.
- Na bandeira vermelha, patamar 1, o adicional é de R$ 4,463 por kWh, enquanto no patamar 2, o mais oneroso, o valor sobe para R$ 7,877 por kWh.
Apesar do cenário mais positivo, a Aneel reforçou a importância do consumo consciente de energia elétrica.
Segundo a agência, manter hábitos que evitem desperdícios é fundamental para a sustentabilidade do setor elétrico, mesmo quando as condições de geração são favoráveis.
Jhefferson Gamarra/Campo Grande News



