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Analfabetismo no Brasil cai para 4,9% e atinge menor nível desde 2016

Índice divulgado pelo IBGE ficou abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica; apesar do avanço, país ainda tem 8,4 milhões de analfabetos

Analfabetismo cai e atinge menor nível desde 2016. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2016.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (19), apontam que 4,9% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever.

  • Pela primeira vez desde o início do levantamento, o índice ficou abaixo da marca de 5%. Em comparação com 2024, houve redução de 592 mil pessoas nessa condição.

Redução do analfabetismo 

Na comparação com 2022, o analfabetismo apresentou queda tanto entre a população com 15 anos ou mais quanto entre os idosos. No primeiro grupo, a taxa recuou de 5,6% para 4,9% entre 2022 e 2025.

Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, o índice passou de 16% para 13,8% no mesmo período.

Pela primeira vez desde 2016, a taxa entre idosos ficou abaixo de 14%. Apesar disso, esse grupo ainda concentra a maior parcela dos analfabetos do país: 4,9 milhões de pessoas, o equivalente a 58% do total registrado em 2025.

  • O levantamento mostra ainda que mais da metade da população analfabeta brasileira está concentrada no Nordeste. A região reúne 4,8 milhões de pessoas nessa condição e registra taxa de 10,6%.

Em seguida aparecem Norte (5,7%), Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).

Outro dado destacado pelo estudo é que, entre a população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) ficou abaixo da dos homens (14,1%) pela primeira vez em 2025.

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Entre os brasileiros com 15 anos ou mais, as mulheres também apresentam índice menor (4,6%) em comparação aos homens (5,2%).

  • As desigualdades raciais seguem evidentes. Entre pessoas de 15 anos ou mais, 2,8% dos brancos eram analfabetos, enquanto a proporção chegava a 6,5% entre pretos ou pardos.

A diferença é ainda maior entre os idosos: a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos com 60 anos ou mais era de 20,6%, quase três vezes superior à observada entre brancos da mesma faixa etária (7,3%).

O estudo também aponta avanços na escolaridade da população preta e parda. Pela primeira vez, mais da metade das pessoas pretas e pardas com 25 anos ou mais (51,3%) concluiu o ensino médio.

Apesar do avanço, o percentual ainda é inferior ao registrado entre brancos (64,9%), uma diferença de 13,6 pontos percentuais. Em 2016, essa distância era de 16,4 pontos.

  • Considerando toda a população de 25 anos ou mais, a proporção daqueles que concluíram a educação básica obrigatória manteve trajetória de crescimento e alcançou 57,4% em 2025.

Entre os destaques está o aumento do percentual de pessoas com apenas o ensino médio completo, que passou de 27,1% em 2016 para 31,8% em 2025.

Beatriz Failla/Ig

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