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Alta do querosene ameaça preço das passagens e pode reduzir oferta de voos

Reajuste no querosene de aviação aumenta custos das companhias e pode afetar preços e oferta de voos

Reajuste no combustível impacta valor das passagens aéreas. (Foto: Agência Brasil)

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O aumento no preço do querosene de aviação (QAV), anunciado nesta quarta-feira (1) pela Petrobras, pode pesar no bolso de quem pretende viajar de avião.

O combustível, um dos principais custos das companhias aéreas, teve reajuste médio de cerca de 55%.

O valor do QAV é atualizado mensalmente pela estatal, sempre no primeiro dia de cada mês.

  • Em abril, o aumento foi bem acima dos registrados anteriormente.

Em março, a alta havia sido de cerca de 9%, enquanto em fevereiro houve leve queda.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível representa aproximadamente 30% dos custos totais das empresas aéreas.

Com o reajuste somado aos aumentos recentes, esse valor pode chegar a até 45% dos custos operacionais, de acordo com o setor.

Impacto nas passagens aéreas

O aumento do combustível tende a pressionar o preço das passagens aéreas. Isso porque as companhias repassam parte dos custos ao consumidor, especialmente em momentos de alta significativa.

Além disso, o reajuste pode impactar a oferta de voos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) avalia que o cenário pode trazer “consequências severas”, como a redução de rotas e menor oferta de serviços, o que afeta a conectividade entre cidades.

A organização também aponta que a alta pode dificultar a abertura de novas rotas, principalmente em regiões menos atendidas.

Inflação

Os preços das passagens aéreas já vêm de uma sequência de aumentos desde 2021.

De 2021 a 2023, houve reajustes de 17,59% a 47,24%, bem acima da inflação oficial para o período, que foi menor do que dois dígitos.

  • Em 2024, houve redução importante de 22,20%.

Os valores voltaram a acelerar no ano seguinte, terminando 2025 com alta de 7,85%. Já 2026 começou com redução de 8,90% em janeiro, mas em fevereiro, o preço voltou a ter alta, neste caso de 11,40%.

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O próximo balanço será divulgado no dia 10, mas ainda não deve contabilizar as mudanças por causa do QAV.

Por que o preço subiu?

A alta do QAV acompanha o cenário internacional. O preço do petróleo disparou após o início do conflito no Oriente Médio, envolvendo o Irã, o que afetou a oferta global e pressionou os valores.

Com isso, o barril do tipo Brent, referência internacional, passou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100.

Mesmo com produção nacional, o preço do combustível no Brasil segue a paridade internacional, o que faz com que oscilações externas impactem diretamente o mercado interno.

Tentativa de diminuir o impacto

Para reduzir os efeitos imediatos do reajuste para as empresas e as passagens aéreas, a Petrobras informou que vai permitir o parcelamento do aumento para distribuidoras.

Será possível pagar cerca de 18% do reajuste inicialmente e dividir o restante em até seis vezes, com início dos pagamentos previsto para os próximos meses.

Segundo a empresa, a medida busca preservar a demanda e evitar impactos mais bruscos no setor aéreo.

*Com informações de Agência Brasil e Metrópoles.

Júlia Ortega/Redação PP

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