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Exportações de MS batem recorde de US$ 10,7 bi em 2025

Dados mostram crescimento de 7,5%, mesmo com restrições internacionais

Tarifa de 40% sobre produtos do Brasil havia sido implementada pelos Estados Unidos em 2025 | (Foto: Divulgação Iagro)

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Em 2025, Mato Grosso do Sul alcançou o maior volume de exportações da sua história, com US$ 10,7 bilhões em vendas externas, segundo dados da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O resultado supera o recorde anterior, de US$ 10,6 bilhões, registrado em 2023, e representa um crescimento de 7,51% em relação a 2024.

Os dados foram divulgados na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, desenvolvida pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc, com base nas informações do ComexStat, do Governo Federal.

  • O desempenho das exportações foi registrado em um cenário internacional considerado desfavorável.

De acordo com o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, o estado enfrentou restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, segundo principal mercado da carne bovina sul-mato-grossense, além de impactos em setores como citricultura, ferroligas, café e laranja.

“Em 2025 tivemos discussões e restrições comerciais importantes impostas pelos Estados Unidos, nosso segundo principal mercado para a carne bovina, além de impactos sobre a citricultura, ferroligas, café e laranja. Isso trouxe reflexos relevantes para Mato Grosso do Sul, mas conseguimos reagir e superar esse cenário”,avaliou.

Principais destinos e adaptação da economia

Na avaliação do secretário, a capacidade de adaptação da economia estadual foi um dos principais fatores para o resultado positivo.

Mesmo com as restrições, Mato Grosso do Sul manteve o crescimento das exportações ao longo do ano.

  • A China seguiu como principal destino, concentrando 48,57% das vendas externas, seguida pelos Estados Unidos.

Segundo Verruck, alguns produtos foram realocados para outros mercados, o que ajudou a manter o fluxo de produção inclusive com ajustes na pauta exportadora, como no caso da celulose.

MS tem a maior indústria de celulose do mundo na Região do Bolsão (Foto: Divulgação/Fiems)
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As exportações do estado ficaram concentradas em três cadeias produtivas. A celulose liderou com 28,98% de participação, e segue com perspectiva de crescimento nos próximos anos, impulsionada pelos investimentos no setor.

A soja aparece em segundo lugar, responsável por cerca de 22% do volume exportado, seguida pela carne bovina, que representou aproximadamente 17% das exportações em 2025.

“Essas três cadeias são hoje a base das exportações de Mato Grosso do Sul e têm enorme relevância para a geração de renda, empregos e divisas”, destacou o secretário.

  • No campo das importações, o estado somou US$ 2,8 bilhões no ano, o que representa uma redução de 3,4% em relação a 2024. O gás natural foi o principal produto importado no período.

“Houve uma contração no volume importado de gás natural, o que impactou nas finanças estaduais”, afirmou Verruck.

Também se destacaram as importações de máquinas para a indústria de papel e celulose e de cobre, refletindo a consolidação desses setores no estado.

Entre os principais canais de saída das mercadorias, o Porto de Santos respondeu por cerca de 38% das exportações. Já Paranaguá concentrou aproximadamente 33%, com destaque para o transporte rodoviário de soja.

Colheitadeira despejando soja. (Foto: Divulgação CNA)

O desempenho do setor mineral também contribuiu para o resultado do ano. Com melhores condições de navegação ao longo de 2025, o estado atingiu recorde na exportação de minério de ferro, ultrapassando 8 milhões de toneladas.

Entre os municípios, Três Lagoas liderou o ranking de exportações, com 19,68% do total, puxada pela indústria de celulose.

  • Ribas do Rio Pardo ficou em segundo lugar, com cerca de 11%, superando Dourados e Campo Grande, também em função da atividade florestal e industrial.
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Segundo Verruck, a soja apresenta uma distribuição mais ampla pelo território estadual, estando presente em mais de 60% dos municípios, o que explica a menor concentração regional em comparação com a celulose.

Acesse o boletim de exportação completo aqui

Júlia Ortega/Redação PP

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