Um novo ciclone está previsto para os próximos dias e deve atingir, principalmente, as regiões sul e sudeste do país.
Conforme o Meteored Brasil, o fenômeno promete mudar as condições climáticas entre sexta-feira (30) e sábado (31).
Apesar de Mato Grosso do Sul não estar no radar do ciclone, a frente fria associada à ele tende a gerar instabilidades no estado.
- Vinicius Sperling, meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) explica que, entre as possíveis alterações, está a maior possibilidade de chuvas.
Além de aumentar a chance de chuvas, o fenômeno também deve torná-las mais intensas e generalizadas.
Assim, o especialista destaca que a ocorrência pode contribuir para melhorar o índice de acumulados em janeiro que, até o momento, permanece abaixo da média.
“A gente está numa situação de tempo mais estável nos últimos dias, então esse ciclone traz uma mudança e também, além dessa mudança, ele aumenta a chance de chuva. E sim, aumenta a chance de chuva mais volumosa, tende a impactar assim a intensidade da chuva. A ideia é que tenhamos algumas chuvas mais generalizadas e com um volume um pouco melhor que tem acontecido nesses últimos dias”, detalha.
Últimas chuvas em MS
Apesar do volume de chuvas abaixo do normal para o período, Mato Grosso do Sul registrou tempestades intensas principalmente na primeira quinzena do mês de janeiro.
Em Ribas do Rio Pardo, as chuvas causaram diversos estragos no dia 10, com ventos que chegaram à 82,5km/h.
- Diversas árvores foram derrubadas pelo temporal, impactando o trânsito de veículos, além da queda de postes também ter ocorrido.
No dia 13, o temporal causou alagamento em diversos trechos de Campo Grande, incluindo a Avenida Ministro João Arinos.
Na ocasião, o trecho ficou intransitável e deixou diversos veículos ilhados e cobertos pela água.

- Veículos presos na Avenida João Arinos devido ao volume de chuva. (Foto: Fala Povo Midiamax)
Já em Batayporã, a prefeitura decretou emergência no dia 15, após a tempestade que deixou rastros de destruição na área central e outros bairros.
- O órgão contabilizou estragos em residências e em prédios públicos, bem como nas ruas diante da queda de árvores que atingiram a rede de distribuição de energia.
No dia 16, as chuvas que atingiram Dourados também causou problemas. Um poste de concreto caiu no meio de uma das ruas do município e outras árvores também foram arrancadas pela força do vento.

- Poste de concreto caiu na Vila Aurora, em Dourados. (Reprodução, Dourados Agora)
Impacto nas regiões atingidas
Conforme o Meteored Brasil, embora o sistema se organize oficialmente no sábado (31), o processo de ciclogênese – que diminui a pressão atmosférica e aumenta o transporte de umidade – já deve provocar instabilidades antes disso.
Esse cenário favorece a ocorrência de chuvas e tempestades no Sul do país a partir desta quarta-feira (28). A chuva, no entanto, deve ser irregular, principalmente no Rio Grande do Sul.

- Previsão de formação de ciclone (letra L no campo de pressão) e chuva neste sábado (31), de acordo com o ECMWF (Foto: Reprodução/Meteored Brasil)
Passagem do ciclone
Na terça-feira (27), tempestades isoladas podem ocorrer no Paraná. A partir de quarta-feira (28), as áreas de instabilidade aumentam, especialmente sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Na quinta-feira (29) as tempestades tomam conta de grande parte da região.
- Na sexta-feira (30) as tempestades e as chuvas intensas devem se concentrar na metade leste de Santa Catarina e do Paraná, mas podem afetar também o Nordeste do Rio Grande do Sul.
No Rio Grande do Sul, a chuva deve apresentar irregularidades. Devido à posição do ciclone, as chuvas devem se concentrar na faixa leste da Região Sul, onde os acumulados devem ficar entre 50 mm e 80 mm até sábado (31).
Na região central e nordeste do Paraná são esperados os maiores volumes, podendo ultrapassar 100 mm.
Heloísa Duim/Midiamax News



