O planejamento para destravar obras emblemáticas de Mato Grosso do Sul está saindo do papel. A retomada da conclusão da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), em Três Lagoas, vai avançar até o fim do mês.
Em entrevista ao Tribuna Livre, da Rádio Capital 95, na manhã desta sexta-feira (23), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), adiantou que, no dia 30 de janeiro, viajará ao Rio de Janeiro para acompanhar a seleção das empresas que assumirão a obra.
- Na sequência, Riedel ainda disse que irá se reunir com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
“Para poder entender bem esse cronograma que está andando. Quando eu estive lá, eles falaram que, no começo de 2026, iriam selecionar empresas e vai ser dada a ordem de serviço”, detalhou.
Com o cumprimento de mais uma etapa do processo de retomada, o progressista acredita que a obra pode ser entregue antes do prazo previsto.
“Está dentro do planejamento. Eu imagino que, começando as obras entre março e abril, a gente tem ela operacional entre o final de 2027, começo de 2028, entregando fertilizante nitrogenado para o Mato Grosso do Sul, para o Centro-Oeste e todo o Brasil”, completou.
- O desenrolar da obra já estava previsto para o início do ano, porém a previsão de conclusão foi prorrogada.
No dia 28 de novembro do ano passado, a Petrobras divulgou o Plano de Negócios 2026-2030.
Neste plano, a estatal “empurrou” para 2029 a conclusão da UFN-3, sendo que, no cronograma anterior, o início da operação era em 2028. A estimativa é de cerca de R$ 3,5 bilhões para finalizar a obra.
A UFN3 é considerada estratégica por poder elevar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência de importações.
- O projeto, anunciado como um dos maiores da América Latina, teve as obras paralisadas em 2014, quando estava 81% concluído. Desde então, várias tentativas de retomada fracassaram.
Em abril de 2024, o então presidente da Petrobras, Jean Paul Prattes, visitou a planta e informou que serão necessários R$ 5 bilhões em investimentos para concluir a obra, com expectativa de início de operação em 2028.
O modelo atual prevê a produção de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, consumindo 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Quando concluída, será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina.
Fernanda Palheta/Campo Grande News



