A ponte da Rota Bioceânica, que vai ligar o Brasil e o Paraguai por Mato Grosso do Sul, e será uma importante rota de transporte de produtos até o porto do Chile, está sendo construída com olhar para além do tráfego de veículos.
O projeto incorpora critérios ambientais que vão proteger a avifauna e a preservação da qualidade da água do rio Paraguai.
🌉 De acordo com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, a iniciativa é uma forma de frear um problema que é global: a morte de milhões de aves, todos os anos, após colidirem com estruturas como edifícios, antenas, linhas de energia e pontes.
Para evitar essa situação, foram criadas barreiras de segurança que são visíveis e facilmente identificadas pelas aves durante o voo, reduzindo os impactos acidentais.

- Barreiras de proteção são vísiveis e vão ajudar aves durante o voo (Foto: Governo do Paraguai)
Proteção das águas do Rio Paraguai
Além disso, o objetivo da construção é impedir que qualquer resíduo de obra chegue às águas do Rio Paraguai. Dessa forma, os materiais gerados recebem tratamento específico antes da destinação final.
Entre as medidas criadas estão piscinas especiais, criadas para reter os resíduos de concreto dos caminhões betoneira.
A ponte da Rota Bioceânica
O corredor bioceânico vai passar pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
A expectativa é reduzir o tempo de transporte de mercadorias até os mercados internacionais, impulsionando a economia e logística das regiões.
Com investimento de R$ 500 milhões, a ponte terá 1,2 mil metros de extensão e 21 metros de largura. Atualmente, faltam apenas 21 metros para concluir a ligação física entre os países.

- Aves vão ser beneficiadas após conclusão DAS OBRAS (Foto: Governo do Paraguai)
Antonio Bispo/Redação PP



